sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Empatia

O que é empatia?
aposto que um limitado número de pessoas sabem o que realmente significa, talvez os que leram a biografia de Kurt saibam do que estou falando.
Vamos a definição: "O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse a outra pessoa, porém sem perder nunca essa condição de “como se”. A empatia implica, por exemplo, sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele a percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro. Se esta condição de “como se” está presente, nos encontramos diante de um caso de identificação"
Sendo assim, aposto que conhecem pouquíssimas pessoas que pratiquem tal ação/emoção profundamente, principalmente por esta ser tão nobre.
Hoje um fato ocorrido me levou a pensar no porquê de ser empático e cheguei a uma conclusão que disse: se você tivesse sido um pouco mais empático, evitaria situações e sentimentos desagradáveis.
Certo, qual o sentido disso? Vindo de alguém com âmago misantropo como eu é até estranho, mas quando sente-se um carinho por alguém não se quer ver essa pessoa se sentindo mal, portanto nada mais digno que exercitar a empatia, e isso vale para toda e qualquer pessoa, afinal não acredito que possa existir algum ser que não sinta um carinho por ninguém, seria deveras morto, pois isso faz parte da vida.


primeiro post embriagado rende um pensamento guardado há muito tempo, que acho que foi expressado de maneira mais digna possível.


Como diria CPM22, são coisas que o tempo irá curar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antichrist

Mais um, vamos lá, muito café e pouco sono me trazem direto à página de 'nova postagem'.

A situação na qual assisti o filme já começou desastrosa, fui assisti-lo no ônibus, com uma garota ao meu lado e a primeira cena já é simplesmente sexo explícito... em slow motion, ótimo. Passado o constrangimento, toquei o foda-se e assisti o filme todo.

Começando com as sensações ao longo do filme, não necessariamente em ordem cronológica: repulsa, aversão, confusão, dúvida, deleite, estranheza e principalmente o famoso "wtf".

Pautado por diversas cenas de violência gratuita e sexo, Antichrist se revela um filme, apesar de tudo, para se pensar e compreender. Acredite ou não, exige muito neurônio para entendê-lo.
Acabo por não ter sequer a coragem de dizer que entendi, toda essa história de Eden, Gynocide e natureza humana realmente dão nós em sua cabeça, logo se não gostar de filmes que necessitam de interpretação, desista.
Apenas como imagem (apesar de fotografia sensacional e cenários muito bacanas) não recomendaria para alguém que assiste filmes com o intuito de pensar "que bonitinho" ou "nossa, o cara mata muito".
Devo dizer também que muita coisa não deve ter explicação, não consegui encontrar o por quê de cada animal representar um dos três mendigos (luto, dor e desespero - cervo, lobo e corvo). Talvez em minha ignorância eu não conheça alguma ligação entre esses animais e os sentimentos representados.
O filme não apresenta uma atriz sensual com maravilhosas curvas, apesar de apresentar a nudez desta com frequência, o que torna ainda mais intrigante. É de se citar também a "crueldade" de Lars Von Trier com suas personagens mulheres, também presente neste filme.

Com certeza todo o lado psicológico presente em Antichrist é de se admirar, há muito para refletir sobre e tentar entender. Em minha humilde opinião os atores foram fenomenais, só por terem gravado um filme destes, ainda mais representando de forma tão real como foi.

Talvez haja muito mais que isso no filme, talvez eu tenha enxergado além do que devia e viajei, mas aí está minha opinião.

ps: se alguém entender o motivo da cena do lobo se comendo e o outro dizer "O Caos Reina", no contexto até posso fingir que entendo, mas não consigo expressar, favor me dizer.
pss: o final do filme também é uma interrogação para mim.

domingo, 10 de outubro de 2010

Irreversiblé

Bom, como citei os filmes, a medida que for assistindo-os (e claro, tiver saco pra isso) irei dar um review, uma opinião ou algo relacionado a ele.

Irreversiblé, um filme francês - meio caminho andado para ser bizarro - com atores de filmes hollywoodianos e um modo de filmar completamente novo (ao menos pra mim), afinal eu nunca havia visto um filme de trás pra frente, ou com a câmera girando o tempo todo, desse modo me deixando nauseado.
Vindo para Campinas, no ônibus resolvi que queria assistir esse filme e confesso que foi uma experiência ruim no começo, afinal essa câmera tremendo e girando me deixaram enjoado.
Indo ao que interessa, definiria o filme com uma única palavra: Bizarro. Cenas fortes, violência gratuita, diálogos completamente estranhos e um clímax completamente esperado seguido de um filme que não tem mais nada de emocionante. Contudo, esse clímax esperado se prolonga demais e passa a te perturbar loucamente, chegando a ser doentio (como disse um amigo meu) ficar olhando e achar dahora.

Por último, mas não menos importante, o mais interessante de tudo nesse filme é entender a sucessão dos fatos, conseguir captar como tudo aconteceu, mas não tentar procurar um porquê, é um roteiro completamente jogado sem fundamento (ao menos eu não enxerguei um) mas consegue te prender ao filme, pelo menos até o clímax, após ele não me senti muito preso e passei apenas a rir dos diálogos bizarros que se sucederam e o final do filme não foi chocante para mim.
Acredito ser isso, quem assistir e tiver uma opinião diferente, a aceitarei.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Doentio

Procurar pela lista dos filmes mais doentios de todos os tempos é de certa forma doentio.. achá-los e baixá-los com imensa vontade de ver cenas de sodoma, estupro, violência gratuita ou qualquer outra coisa que possa ser julgada perturbadora, mais doentio ainda.

Enfim, essa foi mais uma madrugada na qual a inspiração não veio para escrever, mas sim para assistir.
Aos doentios de plantão, que não devem existir, na verdade, passarei a lista de alguns dos filmes que achei a relação e adorei a sinopse haha, em breve pretendo postar uma crítica/opinião sobre cada um deles, assim que for assistindo cada um deles, que são:

Anticristo


Eraserhead
Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 gionate di Sodoma)
Irreversível (Irreversible)
El Topo

Sendo que já assisti Martyrs, Laranja Mecânica e Trainspotting, filmes de certa forma perturbadores, cada um a seu modo.
Martyrs predominando cenas extremamente violentas e perturbadoras, tanto fisica como psicologicamente; Laranja Mecânica com violência e temas sensacionalmente abordados, mas já virou até clichê e muita gente que não se interessa tanto por cinema acabou assistindo e conhecendo essa obra de arte, enquanto Trainspotting seria um filme mais brando com puro conteúdo psicológico para causar perturbação. Não darei detalhes pois posso acabar estragando alguma forma de prazer que possa estar escondido nesses filmes.

Me sinto proibido de terminar com "bom, é isso" diante do novo aprendizado pelo qual passei, então apenas agradeço. Aguardo opiniões e leitores que assistam esses filmes!

domingo, 26 de setembro de 2010

Escuridão.

 O escuro aconchega e acolhe
traz paz e solidão
faz-se sentir o vazio, o nada
a ausência de visão, a ausência de tato
a presença de tato, a presença de estrelas
o céu.
Os pensamentos afloram, a audição.. aguça
 as ideias brotam, os sentimentos... se revoltam
o som do teclar, o som do ventilar
o barulho da cidade adormecida, a ausência de vida
a Lua.
O segredo contido, a verdade escondida
a não-descoberta do que está próximo
simplesmente
o breu.
A falta de companhia
o corpo colado
a imaginação
a respiração ressonante
O escuro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dessocializao social.

Em uma viagem entediante estava tendo devaneios sobre coisas avulsas, aí me deparei diante de uma frase muito interessante que me fez pensar "o diferente à vista do ignorante se passa por engraçado". Passemos a pensar, o diferente se torna engraçado para os ignorantes, o que é de certa forma engraçado, pois os ignorantes são engraçados para os cultos que podem ser, de certa forma, diferentes que serão engraçados para os ignorantes... Percebe-se então a geração de um ciclo, uma ligação de elos infinita, elos de graça para uns, para outros de graça, ironia e sarcasmo.
O que é de certa forma interessante, pois será que essa infinitude de cordialidade acaba por ser o que chamamos de convívio social? Afinal em um cenário desse é visto que ambos os lados estão satisfeitos e convivendo, de certa forma felizes. Será que na verdade os que riem por último não são realmente os que riem melhor, pois haverá sempre alguém rindo destes? Talvez seja o preço que se paga por ser obrigado a viver em sociedade...

Agora abordando um outro lado disso tudo, o que será necessário para a dessocialização de um indivíduo? Será isso considerado "animalização" por alguns? Acredito que tal dessocialização pode fazer bem e mal a quem quer que seja. Pode ser extremamente gratificante viver em seu próprio mundo, com seus pensamentos como companhia principal e as pessoas como simples coadjuvantes ou até figurantes deste cenário. Vendo assim os outros com uma vista plongé, com desdenho até, se assim quiserdes definir. Entrementes seria de tal desagrado esse 'estilo de vida' que poderia levar o indivíduo a um grau de solidão preocupante, pois mesmo que os pensamentos façam-lhe companhia, isso não supriria as necessidades físicas de alguém. Sim, digo necessidades físicas pois como pode-se comprovar por fatos, o corpo sente falta da companhia, seja qual for a forma desta. Um dos modos de reação do corpo seria a criação de zumbidos no ouvido ou alucinações auditivas, nas quais ouve-se a voz de alguém que não está presente, e isso acontece simplesmente para o corpo sentir que existe alguém próximo.
Portanto é interessante conseguir criar um 'entrespaço', um local mental tanto isolado quando social, com companhias tanto de impulsos elétricos (os tais pensamentos) quanto de pessoas ignorantes ou não, com toda certeza que estas últimas são muito mais prazerosas, criando a tal dessocialização social. Dessa forma, talvez seja necessário experimentar ambos os extremos para encontrar o equilíbrio pessoal, aquele que agradar-lhe-á profunda e completamente.

Finito.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pensamentos e poemas perdidos, agora encontrados.

"Enquanto a lua brilhar lá no céu eu amarei
ela pode mudar de fase, assim como o amor pode mudar de intensidade, mas sempre estará lá no céu, de mesmo modo como sempre existirá o amor.
Às vezes a lua passa por seu estado minguante, o amor pode passar por fases em que menos aparece, mas ainda está lá, mas semelhante à uma fase da lua, isso logo passa e o amor volta a florescer."

"Se tem uma coisa que eu aprendi é não errar os mesmos erros não perdoar as mesmas coisas não amar as mesmas pessoas e não se entregar para um amor sem valor."

"Que o suave sussurrar do vento te leve um beijo gentil e eterno, deixando-me em seus pensamentos mais carinhosos, para que minha existência nestes não seja apagada pela distância."

"É curioso o que faz o álcool, o pensamento é tomado pela impulsividade causada pela deturpação deles próprios decorrente da bebida e você acaba não só pensando, como repensando coisas que não pensaria."



só propagação de algo escrito há MUITO, muito tempo.
todos ©Copyright, By Cauê.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sentimentalismo e babacas.

Enfim mais uma madrugada para escrever.
Ao brisar em uma madrugada qualquer, acabei por ver a twitcam do Felipe Neto, e nela estava a passar um filme sensacional - Moulin Rouge.

O que me chamou a atenção para escrever, foi o fato de muita gente que lá estava começar a xingá-lo de gay, viado ou emo. Será que o mundo está tão repleto de babacas assim? Será que tem tanta gente ignorante por aí?
A resposta é "Sim". Se imaginarmos que o filme Moulin Rouge fosse lançado atualmente, decerto seria taxado como filme emo, tal qual é o nível intelectual desse povo.

Parece que qualquer demonstração de sentimento hoje em dia virou coisa de viado ou emo, parece que ouvir ou citar uma música que fala sobre amor virou coisa de viado ou emo, até mesmo mulheres se manifestaram em tal ocorrido para fazer as mesmas "acusações" ridículas.

Enfim, o mundo está tão repleto de babacas e ignorantes que é a isso que acabamos nos submetendo, comentários desprezíveis de pessoas sem qualquer argumentação plausível e defecamentos verbais.

Depois ninguém sabe porque o número de participantes da comunidade "eu convivo com idiotas" acaba crescendo cada vez mais.

amplexos.
.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Direito à vida.

Mais uma madrugada de um final de semana pouco produtivo, apesar de uma noite bacana do domingo e aqui estou.

Pretendo levantar uma opinião dessa vez, sobre algo discutido em aula que achei muito proveitoso, aposto que terei muitas retaliações diante dessa minha opinião, mas vamos lá.

Em aula foi proposta uma discussão acerca do direito à vida, aonde um homem embriagado entrava em um hospital e ia parar em uma sala de voluntários, esses que se prendiam a uma pessoa para salvar a vida dela. Coincidentemente caso permanecesse ligado ao moribundo por 9 meses, salvar-lhe-ia a vida e no caso o ser a beira da morte era um violonista mundialmente famoso. Pessoalmente achei uma metáfora muito ineficaz e forçada, mas a intenção (acredito eu) era aludir o aborto.
Sendo assim, era para discutirmos se o rapaz embriagado teria o direito de sair de lá, "matar" o violonista e ir viver sua vida. Penso eu que isso seja muito diferente de abortar, mas enfim vamos ao que interessa.

Vejo que, nesse caso, existe clara a parte da responsabilidade também presente no aborto, porém a vida em questão é a de uma pessoa já vivida e difere muito de um feto. Entretanto é válido citar que o tal violonista é "mundialmente famoso" e o rapaz acabaria sendo visto como um assassino, mas e o direito à liberdade do tal rapaz, como ficaria? Acredito que assim como ele deve ser responsável pela própria bebedeira, deve ter a opção de simplesmente se levantar e ir viver sua vida. Me usando de exemplo, acredito que não perderia 9 meses de minha vida em uma cama, para salvar a vida de alguém que eu não conheço.

Agora pensando na alusão feita por essa metáfora, também sou a favor do aborto (vaias). É, eu sou, e pretendo dizer o porquê. Primeiramente discordo que um feto seja uma vida, como prega a igreja católica e vai saber quais outras mais. Dando um passo a frente, não acho muito melhor um filho indesejado, em condições completamente impossíveis de crescer, do que um feto abortado. Penso que um recém-nascido jogado ao lixo é muito mais grave do que um aborto, mas também reconheço que a responsabilidade dos pais deve pesar sobre seus ombros, ou seja, não deve-se abortar apenas por não querer um filho. A partir do momento em que se tem condições de criar essa criança, acredito ser válido um sacrifício em prol da vida da criança.

Mais uma vez citando meu pensamento, no caso de uma gravidez indesejada, com certeza induziria minha companheira ao aborto, afinal eu não conseguiria me ver em uma situação de pai tão cedo, na verdade nem mais adiante. Sendo assim eu questionaria sim o direito à vida, colocando-o abaixo de meu próprio futuro. Não obstante, no caso de ela querer ter o filho, eu teria que arcar com as consequências e o faria apesar de tudo.

Enfim, existem muitas coisas a serem ponderadas nesse caso e eu só tive vontade de expor uma opinião e abrir um espaço para opiniões alheias.

sábado, 21 de agosto de 2010

Frustração e sinceridade

Após um tempo demasiado longo, vou escrever denovo.. o lado bom disso é que não foi por falta de vontade, mas sim de tempo. Portanto lá vai, a ideia a ser compartilhada dessa vez tem a ver com frustrações contínuas relacionadas com tudo, desde o cotidiano até o SWU (PRECISO IR).

Algo que descobri ser um tanto quanto frustrante é não conseguir demonstrar sinceridade, apesar de saber que o está sendo, simplesmente não é possível fazer mais para ser convincente. Dessa forma acaba-se caindo em um dilema maldito no qual não se sabe o que fazer para expressar o que quer ou precisa. Sendo assim entra-se em um conflito interno e desgastante, ficando com a vontade de convencer entalada na garganta e a decepção de não estar sendo convincente.

Igualmente frustrante é sentir-se incapaz de fazer algo, apesar de ter a vontade para tal. Simplesmente parece ser impossível pensar em um modo de fazer, ao mesmo tempo que se tem a impressão de que para os outros isso é tão fácil.

Enfim, agora entrando em um lado pessoal, porra Avenged Sevenfold vem no SWU no mesmo dia de Linkin Park e para agravar no outro dia vem Teatro Mágico, Regina Spektor e Kings of Leon. Apenas citando os melhores, e eu não sei ainda se poderei ir, oh vida cruel.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Eleições

Esse não será um texto muito extenso. Só espero poder transmitir de maneira clara o que penso a respeito deste assunto. =D
Em primeiro lugar, vivemos num país democrático. Democrático?
Democracia existe nos EUA, onde o voto é facultativo pra todo mundo. O que nós temos aqui é hipocrisia e enganação, além de muita demagogia. Não estou dizendo que os presidentes de lá são super bons e honestos, mas pelo menos você pode escolher se quer escolher ou não.
Eu sinceramente gostaria de entender uma democracia na qual somos obrigados a ficar sóbrios, perder tempo no domingo (qualquer 2 minutos pra votar é uma perda de tempo precioso), nos dirigir até nosso domicílio eleitoral, que por mais perto que possa ser, é longe pra caramba se tratando do assunto, e votar num candidato que sabemos que mente e que vai nos roubar. E não adianta ficar estudando o candidato, descobrir o passado, o presente e tentar adivinhar o futuro, ele vai te roubar.
E agora entra o candidato. Eu gostaria também de entender como pode um ser humano "enganar" tanto os outros! (enganar entre aspas porque sabemos que ele está enganando, ninguém é realmente enganado), e em rede nacional, pra todo mundo ver e ouvir. Você vê o indivíduo na TV e sabe que tudo que ele está dizendo é lorota, sabe que ele não vai fazer nada daquilo. Vai fazer apenas os pobres ficarem ainda mais pobres.
Finalizando, isso tudo é uma palhaçada. O sistema, os políticos (não pensem mal da política, ela não tem culpa de nada), tudo é feito para que os grandes engrandeçam-se mais ainda às custas dos trabalhadores (os pobres, aqueles que têm os braços e etc.).
Enfim, as próximas eleições estão chegando e eu não tenho, honestamente, nenhuma esperança de que algo REALMENTE melhore hehe!
Por enquanto sem mais.
=D

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Escrever...

Mais uma madrugada - um ínterim em nossa vida que julguei ser o melhor possível para se ter paz e conseguir escrever - e vou escrever um pouco sobre escrever... é, isso mesmo, parece bem tonto mas tenho alguns pensamentos que podem ser interessantes se compartilhados.

Escrevi apenas uma prévia em "il Ritorno" e gostei da ideia, aprofundei uns pensamentos nessa direção e resolvi compartilhar.

Descobri que a magia de escrever está principalmente no backspace, ou borracha caso seja no papel, ou qualquer que seja o modo de voltar atrás e corrigir um erro. Assistindo a Mr. Nobody (que aliás, recomendo muitíssimo) fiquei pensando em como poderia ser tudo caso voltássemos atrás e resolvêssemos um erro cometido, aquela palavra dita na hora errada, aquela forma com que disse uma frase que não soou bem e coisas assim. Podem ver que não estou exagerando e citando coisas banais como "mudar o número que jogou na megasena" (que não seria má ideia, por acaso). Mas sim voltar atrás em coisas do cotidiano, em uma conversa que você não disse o que teria ter dito e talvez não veja mais oportunidade de fazer igual ou um deslize que cause a você ter que desculpar-se, apesar de ter sido um ato completamente impulsivo.

Aí entramos em outro ponto, atos impulsivos... esses podem ser tão magníficos quanto desastrosos, você pode ter um impulso tonto, como apostar em algum jogo no momento e ganhar,assim como pode perder bastante dinheiro, utilizando um exemplo bem tosco por se dizer.

Aproveitando a deixa de ter falado sobre Mr. Nobody, gostaria de citar algo que fiquei pensando sobre, será que se soubéssemos todas as consequências de nosso atos, tanto no curto como médio ou longo prazo, saberíamos escolher? Será que diante de inúmeras possibilidades conseguiríamos julgar alguma como a melhor? Será que não existiriam pontos bons e ruins a serem ponderados?

A magia de escrever está nisso, no fato de poder pensar em todas (ou quase) as consequências que suas palavras causarão em quem as lerá, ao menos é possível se ter uma ideia sobre isso. Assim como caso não gostar de algo, pode-se simplesmente apagar e começar denovo. Não obstante, é impossível trazer palavras ditas de volta a boca e fazê-la percorrer o caminho inverso até podermos pensar novamente e dizer outras coisas, o que seria provavelmente sensacional apesar de tornar tudo muito monótono, acredito. Afinal se todos dissessem apenas coisas pensadas e remoídas o mundo seria uma falsidade sem igual (ainda mais do que já se vê por aí), ou simplesmente muito pouco seria dito e a sinceridade se perderia. Acredito que essa impulsividade colabore com a verdade, de modo que você acaba dizendo a verdade sem ao menos perceber.

Acho que já escrevi demais por hoje, por incrível que pareça estou fervilhando de ideias e pretendo expô-las em breve, nas madrugadas vindouras.

Portanto, a minha sugestão seria: Escrevam! É, escrevam, nem que seja para si mesmo, ter um registro do que se pensa para ler e refletir em um futuro é algo que me agrada, já não sei se surte o mesmo efeito em quem está lendo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

il Ritorno

Wow, não foi em 3 dias mas ele ressucitou, não é jesus cristo mas é ele, o blog. [ovações]

É interessante perceber o quão bacana é escrever, um meio de expressão muito simples e eficaz, no qual muitas ideias que ficam na mente podem ser libertas, e ganham espaço para inúmeras interpretações que receberão diante de quaisquer que sejam os leitores que as aprisionam novamente em sua mente para refletir, ou mesmo aqueles que simplesmente leem e esquecem após um ínfimo tempo. O que é um incrível desperdício no meu ponto de vista.

Bom, como esse post é apenas uma nota de retorno, não há muito a ser dito, ou escrito, como queiram.

Espero manter uma rotina de posts e ideias, afinal é saudável exercitar a mente.

afagos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fim?

Venho aqui escrever o provável fim deste blog, visto que nenhum "colaborador" colabora e só eu posto, e agora que mudarei de cidade meu tempo para postar se reduzirá mais ainda.

Enfim, esse pode (ou não)  ser o último post e eu gostaria de falar um pouco sobre o Orgulho. É, essa virtude (ou defeito) que algumas pessoas tem em demasia, outras em déficit acaba afetando e muito relações de coexistência. Se estou escrevendo isso, é por experiência própria, além de ser um orgulhoso (pseudo-cabeça-dura) assumido, convivo com pessoas que conseguem atingir um grau de Orgulho ainda maior que o meu. Só gostaria de dizer que MUITAS, mas MUITAS vezes engolir essa merda de Orgulho e aceitar o que o outro tá dizendo não faz mal, isso até se relaciona com a última frase do post anterior, que dizia que a verdade não é uma só.

Não tente impor a sua verdade aos outros, se você acredita nela fique feliz e satisfeito com isso, tentar convencer alguém de algo é sempre interessante, se você acha que vale a pena, mas se a pessoa em questão for orgulhosa o suficiente pra não aceitar por motivo algum a sua ideia, vc não precisa convencê-la, e muito menos ficar nervoso/chateado por ela não aceitar.

Cada um cuida de seu próprio cérebro e de suas ideias e o coloca na direção que bem deseja.

Por fim, estou careca e feio e passei na FEA-RP USP, há.

Adeus (ou não)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mudanças

Nesse post eu gostaria de ressaltar 2 coisas, a primeira seria o pensamento diante da frase "A mudança costuma ocorrer quando enfrentamos uma verdade inquestionável." Lida no livro "O Reino do Dragão de Ouro" que, apesar do título extravagante, não é um livro de RPG.
A segunda coisa seria só a recomendação desse livro à todos que leem esse blog, que acredito serem pessoas adeptas da leitura, é muito interessante e traz vários ensinamentos ;)

Vamos ao que interessa, ao longo da minha leitura desse livro, essa frase com certeza foi uma das que mais chamou atenção e convenhamos que o livro é cheio de citações incríveis! Mas ao pensar na mudança de um ser, que eu, até então achava ser impossível após certa formação de ideias e caráter, percebo que não é inalcançável, apenas precisaríamos da tal "verdade inquestionável". Porém, o que seria essa tal "verdade inquestionável"? exporei minha opinião e aceitaria de bom grado outras, caso alguém tenha um pensamento próprio.

Talvez para muitos, inquestionável seria o que aparece na televisão, o que dizem ser verdade e fim... Mas o ponto não é esse, acredito que a "inquestionabilidade" da tal verdade, provavelmente e simplesmente seja a não-aceitação de sua premissa contrária! Pois é, vejo isso simples assim. Entretanto, essa seria uma pseudo simplicidade, vamos a um exemplo de algo inquestionável: O Sol aquece a terra. Foi o exemplo mais besta possível, mas ele retrata o meu pensamento, ou seja, você consegue aceitar que o Sol não aquece? A premissa contrária é simplesmente inválida, não importa o modo que você olhe para ela!

Dando o exemplo contrário, vejamos algo completamente questionável: Deus existe. Não querendo ser polêmico, mas já sendo, vocês hão de concordar que essa é uma das coisas mais questionadas e diria mais, diria que é questionada com fundamento por ser algo pessoal, algo que cada um carrega dentro de si e acredita ou não.

Enfim, qual seria meu ponto nisso tudo? Talvez nenhum, talvez você lendo isso enxergue algo muito válido nisso tudo.

A verdade nunca é uma só.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Albert Einstein - Como Vejo o Mundo

Esse capítulo inicia o livro "Como vejo o mundo" de Einstein, lançado no Brasil pela Editora Nova Fronteira. 

"Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.
Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso perdi algo da ingenuidade ou da inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.
A virtude republicana corresponde a meu ideal político. Cada vida encarna a dignidade da pessoa humana, e nenhum destino poderá justificar uma exaltação qualquer de quem quer que seja. Ora, o acaso brinca comigo. Porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento. Querem compreender as poucas idéias que descobri. Mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto.
Fazer, criar, inventar exigem uma unidade de concepção, de direção e de responsabilidade. Reconheço esta evidência. Os cidadãos executantes, porém, não deverão nunca ser obrigados e poderão escolher sempre seu chefe.
Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana. Aí vejo duas causas terrivelmente graves. Os chefes de governo não encarnam a estabilidade e o modo da votação se revela impessoal. Ora, creio que os Estados Unidos da América encontraram a solução desse problema. Escolhem um presidente responsável eleito por quatro anos. Governa efetivamente e afirma de verdade seu compromisso. Em compensação, o sistema político europeu se preocupa mais com o cidadão, com o enfermo e o indigente. Nos mecanismos universais, o mecanismo Estado não se impõe como o mais indispensável. Mas é a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.
A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem... Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.
No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.
O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.

Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.

Fenomenal.