segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Direito à vida.

Mais uma madrugada de um final de semana pouco produtivo, apesar de uma noite bacana do domingo e aqui estou.

Pretendo levantar uma opinião dessa vez, sobre algo discutido em aula que achei muito proveitoso, aposto que terei muitas retaliações diante dessa minha opinião, mas vamos lá.

Em aula foi proposta uma discussão acerca do direito à vida, aonde um homem embriagado entrava em um hospital e ia parar em uma sala de voluntários, esses que se prendiam a uma pessoa para salvar a vida dela. Coincidentemente caso permanecesse ligado ao moribundo por 9 meses, salvar-lhe-ia a vida e no caso o ser a beira da morte era um violonista mundialmente famoso. Pessoalmente achei uma metáfora muito ineficaz e forçada, mas a intenção (acredito eu) era aludir o aborto.
Sendo assim, era para discutirmos se o rapaz embriagado teria o direito de sair de lá, "matar" o violonista e ir viver sua vida. Penso eu que isso seja muito diferente de abortar, mas enfim vamos ao que interessa.

Vejo que, nesse caso, existe clara a parte da responsabilidade também presente no aborto, porém a vida em questão é a de uma pessoa já vivida e difere muito de um feto. Entretanto é válido citar que o tal violonista é "mundialmente famoso" e o rapaz acabaria sendo visto como um assassino, mas e o direito à liberdade do tal rapaz, como ficaria? Acredito que assim como ele deve ser responsável pela própria bebedeira, deve ter a opção de simplesmente se levantar e ir viver sua vida. Me usando de exemplo, acredito que não perderia 9 meses de minha vida em uma cama, para salvar a vida de alguém que eu não conheço.

Agora pensando na alusão feita por essa metáfora, também sou a favor do aborto (vaias). É, eu sou, e pretendo dizer o porquê. Primeiramente discordo que um feto seja uma vida, como prega a igreja católica e vai saber quais outras mais. Dando um passo a frente, não acho muito melhor um filho indesejado, em condições completamente impossíveis de crescer, do que um feto abortado. Penso que um recém-nascido jogado ao lixo é muito mais grave do que um aborto, mas também reconheço que a responsabilidade dos pais deve pesar sobre seus ombros, ou seja, não deve-se abortar apenas por não querer um filho. A partir do momento em que se tem condições de criar essa criança, acredito ser válido um sacrifício em prol da vida da criança.

Mais uma vez citando meu pensamento, no caso de uma gravidez indesejada, com certeza induziria minha companheira ao aborto, afinal eu não conseguiria me ver em uma situação de pai tão cedo, na verdade nem mais adiante. Sendo assim eu questionaria sim o direito à vida, colocando-o abaixo de meu próprio futuro. Não obstante, no caso de ela querer ter o filho, eu teria que arcar com as consequências e o faria apesar de tudo.

Enfim, existem muitas coisas a serem ponderadas nesse caso e eu só tive vontade de expor uma opinião e abrir um espaço para opiniões alheias.

sábado, 21 de agosto de 2010

Frustração e sinceridade

Após um tempo demasiado longo, vou escrever denovo.. o lado bom disso é que não foi por falta de vontade, mas sim de tempo. Portanto lá vai, a ideia a ser compartilhada dessa vez tem a ver com frustrações contínuas relacionadas com tudo, desde o cotidiano até o SWU (PRECISO IR).

Algo que descobri ser um tanto quanto frustrante é não conseguir demonstrar sinceridade, apesar de saber que o está sendo, simplesmente não é possível fazer mais para ser convincente. Dessa forma acaba-se caindo em um dilema maldito no qual não se sabe o que fazer para expressar o que quer ou precisa. Sendo assim entra-se em um conflito interno e desgastante, ficando com a vontade de convencer entalada na garganta e a decepção de não estar sendo convincente.

Igualmente frustrante é sentir-se incapaz de fazer algo, apesar de ter a vontade para tal. Simplesmente parece ser impossível pensar em um modo de fazer, ao mesmo tempo que se tem a impressão de que para os outros isso é tão fácil.

Enfim, agora entrando em um lado pessoal, porra Avenged Sevenfold vem no SWU no mesmo dia de Linkin Park e para agravar no outro dia vem Teatro Mágico, Regina Spektor e Kings of Leon. Apenas citando os melhores, e eu não sei ainda se poderei ir, oh vida cruel.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Eleições

Esse não será um texto muito extenso. Só espero poder transmitir de maneira clara o que penso a respeito deste assunto. =D
Em primeiro lugar, vivemos num país democrático. Democrático?
Democracia existe nos EUA, onde o voto é facultativo pra todo mundo. O que nós temos aqui é hipocrisia e enganação, além de muita demagogia. Não estou dizendo que os presidentes de lá são super bons e honestos, mas pelo menos você pode escolher se quer escolher ou não.
Eu sinceramente gostaria de entender uma democracia na qual somos obrigados a ficar sóbrios, perder tempo no domingo (qualquer 2 minutos pra votar é uma perda de tempo precioso), nos dirigir até nosso domicílio eleitoral, que por mais perto que possa ser, é longe pra caramba se tratando do assunto, e votar num candidato que sabemos que mente e que vai nos roubar. E não adianta ficar estudando o candidato, descobrir o passado, o presente e tentar adivinhar o futuro, ele vai te roubar.
E agora entra o candidato. Eu gostaria também de entender como pode um ser humano "enganar" tanto os outros! (enganar entre aspas porque sabemos que ele está enganando, ninguém é realmente enganado), e em rede nacional, pra todo mundo ver e ouvir. Você vê o indivíduo na TV e sabe que tudo que ele está dizendo é lorota, sabe que ele não vai fazer nada daquilo. Vai fazer apenas os pobres ficarem ainda mais pobres.
Finalizando, isso tudo é uma palhaçada. O sistema, os políticos (não pensem mal da política, ela não tem culpa de nada), tudo é feito para que os grandes engrandeçam-se mais ainda às custas dos trabalhadores (os pobres, aqueles que têm os braços e etc.).
Enfim, as próximas eleições estão chegando e eu não tenho, honestamente, nenhuma esperança de que algo REALMENTE melhore hehe!
Por enquanto sem mais.
=D

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Escrever...

Mais uma madrugada - um ínterim em nossa vida que julguei ser o melhor possível para se ter paz e conseguir escrever - e vou escrever um pouco sobre escrever... é, isso mesmo, parece bem tonto mas tenho alguns pensamentos que podem ser interessantes se compartilhados.

Escrevi apenas uma prévia em "il Ritorno" e gostei da ideia, aprofundei uns pensamentos nessa direção e resolvi compartilhar.

Descobri que a magia de escrever está principalmente no backspace, ou borracha caso seja no papel, ou qualquer que seja o modo de voltar atrás e corrigir um erro. Assistindo a Mr. Nobody (que aliás, recomendo muitíssimo) fiquei pensando em como poderia ser tudo caso voltássemos atrás e resolvêssemos um erro cometido, aquela palavra dita na hora errada, aquela forma com que disse uma frase que não soou bem e coisas assim. Podem ver que não estou exagerando e citando coisas banais como "mudar o número que jogou na megasena" (que não seria má ideia, por acaso). Mas sim voltar atrás em coisas do cotidiano, em uma conversa que você não disse o que teria ter dito e talvez não veja mais oportunidade de fazer igual ou um deslize que cause a você ter que desculpar-se, apesar de ter sido um ato completamente impulsivo.

Aí entramos em outro ponto, atos impulsivos... esses podem ser tão magníficos quanto desastrosos, você pode ter um impulso tonto, como apostar em algum jogo no momento e ganhar,assim como pode perder bastante dinheiro, utilizando um exemplo bem tosco por se dizer.

Aproveitando a deixa de ter falado sobre Mr. Nobody, gostaria de citar algo que fiquei pensando sobre, será que se soubéssemos todas as consequências de nosso atos, tanto no curto como médio ou longo prazo, saberíamos escolher? Será que diante de inúmeras possibilidades conseguiríamos julgar alguma como a melhor? Será que não existiriam pontos bons e ruins a serem ponderados?

A magia de escrever está nisso, no fato de poder pensar em todas (ou quase) as consequências que suas palavras causarão em quem as lerá, ao menos é possível se ter uma ideia sobre isso. Assim como caso não gostar de algo, pode-se simplesmente apagar e começar denovo. Não obstante, é impossível trazer palavras ditas de volta a boca e fazê-la percorrer o caminho inverso até podermos pensar novamente e dizer outras coisas, o que seria provavelmente sensacional apesar de tornar tudo muito monótono, acredito. Afinal se todos dissessem apenas coisas pensadas e remoídas o mundo seria uma falsidade sem igual (ainda mais do que já se vê por aí), ou simplesmente muito pouco seria dito e a sinceridade se perderia. Acredito que essa impulsividade colabore com a verdade, de modo que você acaba dizendo a verdade sem ao menos perceber.

Acho que já escrevi demais por hoje, por incrível que pareça estou fervilhando de ideias e pretendo expô-las em breve, nas madrugadas vindouras.

Portanto, a minha sugestão seria: Escrevam! É, escrevam, nem que seja para si mesmo, ter um registro do que se pensa para ler e refletir em um futuro é algo que me agrada, já não sei se surte o mesmo efeito em quem está lendo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

il Ritorno

Wow, não foi em 3 dias mas ele ressucitou, não é jesus cristo mas é ele, o blog. [ovações]

É interessante perceber o quão bacana é escrever, um meio de expressão muito simples e eficaz, no qual muitas ideias que ficam na mente podem ser libertas, e ganham espaço para inúmeras interpretações que receberão diante de quaisquer que sejam os leitores que as aprisionam novamente em sua mente para refletir, ou mesmo aqueles que simplesmente leem e esquecem após um ínfimo tempo. O que é um incrível desperdício no meu ponto de vista.

Bom, como esse post é apenas uma nota de retorno, não há muito a ser dito, ou escrito, como queiram.

Espero manter uma rotina de posts e ideias, afinal é saudável exercitar a mente.

afagos.