quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Coelho Branco

To atrasado, to atrasado, to atrasado. O tempo não pára, as coisas distanciam-se - ou aproximam-se.
Não se preocupe, o tempo não pára, mas você ainda tem muito o que esperar, afinal esperanças rodam o mundo.
Mas tal coisa deve ser feita agora.
Talvez não, talvez exista mesmo esse tal de destino e ele tenha algo guardado esperando mais pra frente.
Mas..mas...
Acalme-se, pode ser que o tal "tempo certo" exista! Pode ser que o clímax seja mais pra frente, ou pelo menos seja melhor mais pra frente! Mais uma vez parafraseando Vanilla Sky "pleasure delayer"
Ah... pleasure delayer, pleasure delayer.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sweet and Sour

Brian (Vanilla Sky) diria ‎"And I know sour, which allows me to appreciate the sweet." e "Sweet is never as sweet without the sour" ou algo próximo disso.
Porém eu diria o seguinte: "How can anything be so sweet after you got the sweetest thing?"

O pensamento seria: depois de ter algo tão incrível, seria normal todo o resto parecer mais acinzentado, menos vivo, menos chamativo? Ou na verdade tudo deveria parecer mais belo e sensacional por ter aprendido a enxergar tal esplendor?

O chocolate fica menos doce assim que você acaba de comê-lo? E se o tivesse todo dia, a toda hora, perderia a graça?

E essa anuviação repentina seria então comum, ou extraordinária?

... ou talvez seja só o tempo esfriando e devo dizer que me agrada.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Apenas citações

"Pelo erro se chega à verdade. Sou um homem porque erro. Nunca uma simples verdade será alcançada sem serem cometidos 14 erros e muito provavelmente 114. E o erro nos conduz a muitas coisas boas, mas devemos errar sob nossa própria responsabilidade. Digam tolices mas digam-nas as suas próprias, e eu os beijarei por isto! Errar em nosso caminho é melhor que acertar em caminho alheio."
"... e percebeu que sofrera uma impressão diferente de todas as que até então experimentara. Ao mesmo tempo tinha a convicção de que o sonho que lhe atravessara a mente era absolutamente irrealizável. Pareceu-lhe tão absurda essa quimera que teve vergonha de demorar nela o pensamento..."
Crime e Castigo, Dostoiévski.

Dois trechos separados por mais de 8 páginas, mas se lidos assim têm tanto em comum... malditos erros que geram verdades e verdades que se transformam em quimeras e quimeras absurdas e intocáveis que nos fazem demorar o pensamento.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Escolhas

Caminhos, placas, apontamentos, direções. Cada um leva a algo diferente, desconhecido, inesperado (ou até esperado). Qual escolher? Ninguém sabe, é como Ozzy diria
Shot in the dark/ One step away from you
Maldita escuridão e maldita arma, somos obrigados a usá-los. Nunca sabemos o que o tiro acertará, pois ainda estará escuro até chegar perto o suficiente para encontrar o que foi atingido. E talvez ao chegar tão perto seja difícil se afastar, afinal você será o culpado por ter ido até lá e também por ter dado o tiro.
Seria muito mais agradável se as coisas não fossem excludentes, se não perdêssemos uma segunda coisa ao fazer uma escolha, mas não, a vida não permite isso. Estamos fadados à obrigação de escolher e abrir mão de metade do todo, desde escolhas ínfimas às mais importantes, e essas últimas são as que realmente pesam.
Apesar de tudo não deve-se desistir da escolha, afinal voltar atrás será impossível, só devemos segurar firmemente e extrair o melhor, até que novas escolhas apareçam para serem feitas.

E, às vezes, o tiro volta e acaba ferindo quem atirou.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tempestade

Dizia a sábia "a tempestade é da cor de seus olhos". O aprendiz não entendia, ela prosseguia: "não peça pra durar pra sempre, apenas peça para não lhe contar quando acabará e grave os momentos".
- Mas e a tempestade?
- É o que você precisa entender e vencer, a mistura que é entender o fim, aceitá-lo e ainda assim desfrutar o máximo disso, prosseguiu a sábia. Tudo acaba, aceite o fim, não tente prever, sinta. Comece pensando que acabará, assim quanto mais durar, mais surpreso ficará.

Então o jovem padawan vai embora, pensando e pensando. Será que é possível conciliar racionalidade pura com paixão? Talvez seja exatamente o que ela disse, sentir a tempestade na cor dos olhos da outra pessoa.
E assim, dormiu profundamente.

domingo, 18 de setembro de 2011

Society, hope you're not lonely without me.

Nunca senti tanta necessidade de compartilhar um filme como agora. Indescritível o quão necessário parece-me dividir e mostrar isso ao maior número de pessoas.

Into the Wild (Na Natureza Selvagem) - 2007
O mundo deveria assistir e aprender com esse filme, aprender um milhão de coisas, cada um da sua forma. Apreciar a trilha sonora absurda do Eddie, a fotografia absurda e a história sensacional.

Fugir da sociedade, nunca tive tanta vontade, nunca o meu auto-isolamento fez tanto sentido enquanto assistia esse filme, nunca achei tão real a possibilidade de sair por aí, sem destino. Viver sem obrigações e sem todas essas coisas supérfluas que estamos acostumados. Parece tão hipócrita dizer isso (e é) mas não deveria ser.
Mas tudo isso apenas para perceber que "Happiness, only real when shared".
Não vou fazer um review nem olhar criticamente o filme, só apreciar e dividir, façam o mesmo.

"Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth. "
"[...]but you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships."

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Alguém

E quando se conhece alguém que te impressiona em todo e qualquer âmbito? E quando se conhece alguém que não apresenta todas as qualidades que você deseja em alguém, e mesmo assim faz-se gostar imensamente? E quando você simplesmente sente-se incapaz de qualquer coisa, por circunstâncias da vida, ou destino, como quiser? E quando esse alguém é de tal forma tão adorável e ao mesmo tempo tão intocável? E se esse alguém não existe? E se esse alguém não devesse existir? É, talvez não devesse. E se, na verdade, você devesse fazer algo que acha completamente insano? E se você só perdeu toda a esperança em todos os alguéns, mas um alguém te faz ainda ter vontade de vê-lo?

É, "se" é uma palavra de mil letras.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Incompreensão

É impressionante a quantidade de coisas incompreendidas que existem por aí, ainda mais impressionante é o que essa tal de incompreensão causa. Repetitivo que pareça, mas algo assim já existe por aqui quando eu disse em Frustração e Sinceridade o inconveniente que é não conseguir expressar o que se quer da maneira que se quer, e esse sou eu fugindo do que eu quero dizer, se é que quero dizer algo.
Pensando bem, se todos compreendessem todos não haveria graça alguma em convencer alguém de algo (que, aliás, é muito legal) mas pelo menos haveria harmonia, não existiriam "stalkers" nem assuntos mal resolvidos ou qualquer problema desse gênero. Porém, acredito também que muita gente possa até compreender, mas não aceitar..aah a aceitação, um buraco bem mais profundo. Esse pensamento pode parecer complexo e impreciso, mas estabeleci uma interlocução por não saber expressar de outra forma tal ideia. Afinal porque aceitaríamos algo que nos desagrada? Ok, podemos entender todos os lados existentes em certo embate, mas para que aceitar? let's just pretend everything is ok. E, assim, viver.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Insônia

Insônia, oh insônia, porque não abranda-te e deixa-me dormir? Pelo menos o faça antes das 8h da manhã! Deves ser o mais sombrio dos carcereiros, cujos prisioneiros nada podem fazer a não ser recorrer a um fim de preto tarjado. Acaba me deixando nas manhãs com mesóclises oferecidas por Dostoiévski, e mesmo tal cansativa leitura não consegue me ninar! Desapareceste por um dia, achei que não mais voltaria e quando percebo, me vejo novamente à tua companhia, revirando-me e tentando adormecer.
Pois bem, não queres que eu durma, não dormirei. E assim despeço-me de ti para sempre (ou não, sempre e nunca é tempo demais), com o porém de ter que viver um dia cansativo e improdutivo, não que os outros sejam diferentes. Aí quero ver se me pegará novamente e me fará devanear como agora o faço, quero ver se aproveitar-se-á de minha sonolenta noite do dia que está a chegar.

domingo, 17 de abril de 2011

Desiluses

Escrever por estar irritado é algo que provavelmente não dará certo, mas mesmo assim o farei.

O momento de agora me lembrou do porquê não espero mais nada de nada, é só você maquinar todo um acontecimento na sua mente pra aparecer algo e jogar tudo isso no lixo. Me remeteu a uma frase de um grande amigo de campinas, "nunca confie 100% em alguém, nem mesmo no seu irmão, as pessoas sempre podem te decepcionar". Ou seja, sempre ter uma reserva, um "pé atrás" com tudo só para não se fazer sofrer plenamente.

É a velha história das pessoas nunca seguirem o 'script' de conversa que está na prontinho na sua mente e você achar ruim isso.
Agora estou escrevendo, com dor de cabeça, ouvindo a discografia de Kings of Leon e sem saber o que pensar ou como ir atrás do reembolso, pelo menos.
Talvez valha mesmo a pena viver com o pensamento de 'ah, vamo lá, vai que é legal' ao invés de pensar se vai ser legal ou não e se decidir baseado nisso.
Pensar demais, sempre um problema e uma virtude, sempre.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sentimentos Perigosos

Finalmente um novo post sem ter relação alguma com um livro ou filme, algo criado pela minha mente. Ou não. Na verdade é um pensamento decorrente de conversas e situações vividas.
Quem nunca se defrontou com um sentimento que possa ser considerado perigoso? Provavelmente os mais perigosos são aqueles que são ininteligíveis. Como no Guia do Mochileiro, aonde um personagem tem uma parte do cérebro inutilizada, com o porém de enviar idéias que o próprio personagem não entende, mas acaba fazendo algo relacionado. Em minha opinião algumas sensações presenciadas em nosso dia-a-dia não têm explicação, e eu, por algum motivo, gosto de procurar explicações para tudo.
O problema maior disso é quando a explicação encontrada é o fato de não haver uma explicação. Um exemplo disso é quando de muitos momentos, os melhores e mais divertidos são sempre com as mesmas pessoas, e são esses os lembrados. O incrível é que nunca havia pensado nisso antes de me dizerem e hoje enxergo tão claramente como se soubesse e percebesse o tempo todo.
E apesar de ser algo tão presente e claro, não vejo uma explicação, talvez seja a tal inteligência emocional atuando, que de racional nada tem.

Fica aí um post completamente subjetivo que pode ser de non-sense a algo completamente significativo, e a rima foi completamente involuntária.
Bateu albinismo mental, acho que até havia algo mais a ser escrito mas... não há mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mundo Sem Fim

Mudando um pouco a rotina, primeiro a de não postar, depois a de falar sobre filmes, venho escrever sobre um livro.

Autor: Ken Follett
Sobre: Dono de uns dos melhores, senão os melhores romances que já li, sendo eles: Pilares da Terra I e II e Mundo Sem Fim, tema do post. (recomendo todos)

Por que postar sobre o livro? Por estar entediado e ter terminado de ler faz pouco tempo, enquanto os pensamentos ainda estão frescos.

Esse livro fez-me entender um pouco mais daquela velha e clichê frase "ame as coisas simples da vida" e qualquer uma de suas vertentes, o ponto aqui são coisas pequenas e interessantes.
Ken Follett faz a vida de um camponês do século XIV se tornar sensacional, assim como a de um pedreiro, a de um fora-da-lei e muitas outras vidas "simples". Talvez seja todo o cenário europeu do século XIV que torne isso tão interessante, mas prefiro acreditar na competência do escritor. Perfeitamente detalhista, consegue não cruzar a tênue linha que torna descrições excessivas cansativas, seja em uma igreja, pessoa, ato sexual ou cenário, a descrição é suficiente e eficiente para te dar o cenário de uma nova viagem.
Enquanto li esse livro, ínterim que durou um bocado até, talvez por causa do livro ter quase 1k de páginas, talvez por eu ser um procrastinador maldito, conseguia reviver cada momento lido com clareza, sem que me perdesse na história, não importando o tempo decorrido entre uma leitura e outra.
O desenrolar e entrelaço das histórias que são contadas simultânea mas não paralelamente, são sutis e diretos, realmente fazendo-te mergulhar em ~1300. Acredito que marque bastante também o fato de esse ser o período da Peste Negra e o modo como é trabalhada na história, tendo um papel quase de protagonista, mesmo sendo imaterial.
Um livro que te faz torcer pelos personagens ou lacrimejar por alguma cena imaginada, merece meu respeito. Sem falar que muitos costumes nossos nasceram por volta dessa época (ou antes, mas me ficou claro lendo) por causa da igreja, ou seja, além de tudo ainda foi um aprendizado (ao menos para mim) interessante e me fez odiar mais ainda a igreja!

Enfim, eu fiquei tão deslumbrado e achei tão fantástico que me perco até para descrever, só sei que se você gosta de ler, esse livro é MUST READ, mesmo que não goste de romances.
Até porque tem aventuras e dilemas e... porra, é bom, deu pra entender?

Temos de agir na suposição de que vamos viver, mas a verdade é que não sabemos
"
Não vou desperdiçar minha vida amando você - disse Merthin, fazendo-a sentir que fora apunhalada. - Deixe o convento agora, ou fique para sempre.


Frases sensacionais, entre tantas outras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Funny Games - 1997

Após milênios sem postar, cá estou com mais um review, por puro ócio.

Bom, o filme da vez foi Funny Games - Violência Gratuita, como gosto de começar a descrição com apenas uma palavra, a da vez é: sadismo.

Um filme com um roteiro realmente pobre e história completamente falha. Porém, vem com uma surpresinha, diálogos estabelecidos com você, pessoa que está assistindo o filme. Um recurso novo, ao menos pra mim, que o fez ser um pouco melhor a meus olhos.
Fora do âmbito técnico, o filme em si é simplesmente sádico, tortura psicológica do início ao fim, um jogo de sarcasmo e violência que se desenvolve em uma onda psicopata com direito à humilhações e pancadas... e mais jogos!
Confesso que quase dormi, pois o filme se limita a poucos cenários e alguns momentos de espera entediantes que realmente cansam.
Por fim, se você gosta de violência pura sem motivo, brutal satanic fucking black metal (Daqueles com gritos estridentes e pedal duplo forever) ou dessas 2 coisas juntas, o filme pode ser interessante, caso contrário, acredito que valha a pena a experiência só por ver o ator se dirigindo à você e pela coroa enxuta semi-nua.

No geral não me entreteu, terminou de uma forma bacana até, me divertiu com o black metal (fala sério, chega a ser cômico) e com as formas pelas quais os psicopatas referiam-se um ao outro.

Essa foi a versão alemã e original do filme, pretendo assistir a mais recente e americana e quem sabe fazer um comparativo, salvando o blog das teias de aranha.

Grigo.