sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mundo Sem Fim

Mudando um pouco a rotina, primeiro a de não postar, depois a de falar sobre filmes, venho escrever sobre um livro.

Autor: Ken Follett
Sobre: Dono de uns dos melhores, senão os melhores romances que já li, sendo eles: Pilares da Terra I e II e Mundo Sem Fim, tema do post. (recomendo todos)

Por que postar sobre o livro? Por estar entediado e ter terminado de ler faz pouco tempo, enquanto os pensamentos ainda estão frescos.

Esse livro fez-me entender um pouco mais daquela velha e clichê frase "ame as coisas simples da vida" e qualquer uma de suas vertentes, o ponto aqui são coisas pequenas e interessantes.
Ken Follett faz a vida de um camponês do século XIV se tornar sensacional, assim como a de um pedreiro, a de um fora-da-lei e muitas outras vidas "simples". Talvez seja todo o cenário europeu do século XIV que torne isso tão interessante, mas prefiro acreditar na competência do escritor. Perfeitamente detalhista, consegue não cruzar a tênue linha que torna descrições excessivas cansativas, seja em uma igreja, pessoa, ato sexual ou cenário, a descrição é suficiente e eficiente para te dar o cenário de uma nova viagem.
Enquanto li esse livro, ínterim que durou um bocado até, talvez por causa do livro ter quase 1k de páginas, talvez por eu ser um procrastinador maldito, conseguia reviver cada momento lido com clareza, sem que me perdesse na história, não importando o tempo decorrido entre uma leitura e outra.
O desenrolar e entrelaço das histórias que são contadas simultânea mas não paralelamente, são sutis e diretos, realmente fazendo-te mergulhar em ~1300. Acredito que marque bastante também o fato de esse ser o período da Peste Negra e o modo como é trabalhada na história, tendo um papel quase de protagonista, mesmo sendo imaterial.
Um livro que te faz torcer pelos personagens ou lacrimejar por alguma cena imaginada, merece meu respeito. Sem falar que muitos costumes nossos nasceram por volta dessa época (ou antes, mas me ficou claro lendo) por causa da igreja, ou seja, além de tudo ainda foi um aprendizado (ao menos para mim) interessante e me fez odiar mais ainda a igreja!

Enfim, eu fiquei tão deslumbrado e achei tão fantástico que me perco até para descrever, só sei que se você gosta de ler, esse livro é MUST READ, mesmo que não goste de romances.
Até porque tem aventuras e dilemas e... porra, é bom, deu pra entender?

Temos de agir na suposição de que vamos viver, mas a verdade é que não sabemos
"
Não vou desperdiçar minha vida amando você - disse Merthin, fazendo-a sentir que fora apunhalada. - Deixe o convento agora, ou fique para sempre.


Frases sensacionais, entre tantas outras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Funny Games - 1997

Após milênios sem postar, cá estou com mais um review, por puro ócio.

Bom, o filme da vez foi Funny Games - Violência Gratuita, como gosto de começar a descrição com apenas uma palavra, a da vez é: sadismo.

Um filme com um roteiro realmente pobre e história completamente falha. Porém, vem com uma surpresinha, diálogos estabelecidos com você, pessoa que está assistindo o filme. Um recurso novo, ao menos pra mim, que o fez ser um pouco melhor a meus olhos.
Fora do âmbito técnico, o filme em si é simplesmente sádico, tortura psicológica do início ao fim, um jogo de sarcasmo e violência que se desenvolve em uma onda psicopata com direito à humilhações e pancadas... e mais jogos!
Confesso que quase dormi, pois o filme se limita a poucos cenários e alguns momentos de espera entediantes que realmente cansam.
Por fim, se você gosta de violência pura sem motivo, brutal satanic fucking black metal (Daqueles com gritos estridentes e pedal duplo forever) ou dessas 2 coisas juntas, o filme pode ser interessante, caso contrário, acredito que valha a pena a experiência só por ver o ator se dirigindo à você e pela coroa enxuta semi-nua.

No geral não me entreteu, terminou de uma forma bacana até, me divertiu com o black metal (fala sério, chega a ser cômico) e com as formas pelas quais os psicopatas referiam-se um ao outro.

Essa foi a versão alemã e original do filme, pretendo assistir a mais recente e americana e quem sabe fazer um comparativo, salvando o blog das teias de aranha.

Grigo.