Mais uma madrugada de um final de semana pouco produtivo, apesar de uma noite bacana do domingo e aqui estou.
Pretendo levantar uma opinião dessa vez, sobre algo discutido em aula que achei muito proveitoso, aposto que terei muitas retaliações diante dessa minha opinião, mas vamos lá.
Em aula foi proposta uma discussão acerca do direito à vida, aonde um homem embriagado entrava em um hospital e ia parar em uma sala de voluntários, esses que se prendiam a uma pessoa para salvar a vida dela. Coincidentemente caso permanecesse ligado ao moribundo por 9 meses, salvar-lhe-ia a vida e no caso o ser a beira da morte era um violonista mundialmente famoso. Pessoalmente achei uma metáfora muito ineficaz e forçada, mas a intenção (acredito eu) era aludir o aborto.
Sendo assim, era para discutirmos se o rapaz embriagado teria o direito de sair de lá, "matar" o violonista e ir viver sua vida. Penso eu que isso seja muito diferente de abortar, mas enfim vamos ao que interessa.
Vejo que, nesse caso, existe clara a parte da responsabilidade também presente no aborto, porém a vida em questão é a de uma pessoa já vivida e difere muito de um feto. Entretanto é válido citar que o tal violonista é "mundialmente famoso" e o rapaz acabaria sendo visto como um assassino, mas e o direito à liberdade do tal rapaz, como ficaria? Acredito que assim como ele deve ser responsável pela própria bebedeira, deve ter a opção de simplesmente se levantar e ir viver sua vida. Me usando de exemplo, acredito que não perderia 9 meses de minha vida em uma cama, para salvar a vida de alguém que eu não conheço.
Agora pensando na alusão feita por essa metáfora, também sou a favor do aborto (vaias). É, eu sou, e pretendo dizer o porquê. Primeiramente discordo que um feto seja uma vida, como prega a igreja católica e vai saber quais outras mais. Dando um passo a frente, não acho muito melhor um filho indesejado, em condições completamente impossíveis de crescer, do que um feto abortado. Penso que um recém-nascido jogado ao lixo é muito mais grave do que um aborto, mas também reconheço que a responsabilidade dos pais deve pesar sobre seus ombros, ou seja, não deve-se abortar apenas por não querer um filho. A partir do momento em que se tem condições de criar essa criança, acredito ser válido um sacrifício em prol da vida da criança.
Mais uma vez citando meu pensamento, no caso de uma gravidez indesejada, com certeza induziria minha companheira ao aborto, afinal eu não conseguiria me ver em uma situação de pai tão cedo, na verdade nem mais adiante. Sendo assim eu questionaria sim o direito à vida, colocando-o abaixo de meu próprio futuro. Não obstante, no caso de ela querer ter o filho, eu teria que arcar com as consequências e o faria apesar de tudo.
Enfim, existem muitas coisas a serem ponderadas nesse caso e eu só tive vontade de expor uma opinião e abrir um espaço para opiniões alheias.
Eu concordo com o aborto dependendo das circunstâncias. Acredito que se uma mulher for estuprada e engravidar, e está na lei (lol) ela pode numa boa fazer isso. Também acho que um feto não é tão grave assim...E sou a favor também quando, em qualquer estágio da gravidez, a mulher descobre que o neném tem algum defeito, doença grave, essas coisas. Sei lá, pra que ter uma pessoa que só vai sofrer e causar sofrimento?
ResponderExcluirEntretanto, discordo que alguém tire o neném só porque não o quer. Deu, engravidou e não quer assumir? Foda-se e cuide do seu filho =D
A questão não é se o filho "defeituoso" vai viver uma vida de sofrimento e "tal tals", conheço muitas pessoas que nasceram "defeituosas" e não causam problemas a ninguém e também não sofrem... Você pode pensar desse jeito mas, e essa criança que vai nascer? Apesar de uma vida sofrida, haverá momentos felizes na vida dele. "Onde há sofrimento, há alegria..." não na mesma proporção é lógico, porém, se ele não aguentar que se suicide uai... Seleção natural...aehuiheuih. Não é "você" que seleciona.
ResponderExcluirFora isso, resto eu concordo com a sua opnião.