terça-feira, 11 de outubro de 2011

Escolhas

Caminhos, placas, apontamentos, direções. Cada um leva a algo diferente, desconhecido, inesperado (ou até esperado). Qual escolher? Ninguém sabe, é como Ozzy diria
Shot in the dark/ One step away from you
Maldita escuridão e maldita arma, somos obrigados a usá-los. Nunca sabemos o que o tiro acertará, pois ainda estará escuro até chegar perto o suficiente para encontrar o que foi atingido. E talvez ao chegar tão perto seja difícil se afastar, afinal você será o culpado por ter ido até lá e também por ter dado o tiro.
Seria muito mais agradável se as coisas não fossem excludentes, se não perdêssemos uma segunda coisa ao fazer uma escolha, mas não, a vida não permite isso. Estamos fadados à obrigação de escolher e abrir mão de metade do todo, desde escolhas ínfimas às mais importantes, e essas últimas são as que realmente pesam.
Apesar de tudo não deve-se desistir da escolha, afinal voltar atrás será impossível, só devemos segurar firmemente e extrair o melhor, até que novas escolhas apareçam para serem feitas.

E, às vezes, o tiro volta e acaba ferindo quem atirou.

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